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Uma cozinheira de 48 anos procurou a reportagem do RP10 nesta terça-feira (14) com uma história de desespero. O filho dela, Michael Jonathan da Silva Santana Guerreiro, de 32 anos, está preso desde a última segunda (13) acusado de sequestro e cárcere privado.
Mas, a preocupação da mãe, é que estão surgindo ameaças porque, como está preso, estão dizendo que ele teria sido autor do estupro e homicídio de Adriana Ventura Teixeira, a Adrianinha, encontrada morta neste domingo (12) no bairro Beatriz, em Araçatuba.
Na realidade, durante uma ação de policiais militares da Força Tática, Michael acabou preso por sequestro e cárcere privado, acusado de estar com um refém, um homem de 36 anos, que seria o autor do crime e passaria por julgamento pelo Tribunal do Crime, momentos antes da polícia estourar o cativeiro, no bairro São José, zona oeste de Araçatuba.
A mãe disse que seu filho é dependente químico e estava em situação de rua. Ela admite que ele foi preso porque estava cuidando do refém, mas sua preocupação maior é que pelo fato de ter ficado preso, estão espelhando que foi porque ele teria violentado e matada Adrianinha. “O medo da família é que se ele sair, alguém possa querer se vingar”, declarou.
O boletim de ocorrência
De acordo com o registro policial, Michael foi preso em flagrante na Rua Fiorigi Bulgarelli, no Jardim São José, após a Polícia Militar receber uma denúncia de que um “tribunal do crime” estaria sendo realizado no local. Quando os agentes chegaram, encontraram um homem sendo mantido contra a vontade dentro da residência.
A vítima relatou à polícia que havia sido agredida com socos e capacetadas por um casal, conduzida até o imóvel e deixada sob os cuidados de Michael. Segundo o relato, ele teria usado uma faca de cabo preto e ameaçado a vítima. O casal, ainda não localizado, teria ido buscar uma arma para executar a vítima, a qual nega o crime contra Adrianinha.
Michael foi autuado por cárcere privado (art. 148 do Código Penal) e por integrar organização criminosa (Lei 12.850/13). Ele optou por ficar em silêncio durante o interrogatório.
O que a família alega
A mãe do detido afirma que o filho é desempregado, morador do local, e que o imóvel era usado por usuários de drogas. Ela diz que Michael foi a manter a vítima no local.
A família teme pela integridade física de Michael dentro do sistema prisional. Circulam nas redes sociais e em grupos de WhatsApp boatos de que ele seria autor de estupro e homicídio — informações que, segundo ela defesa, não procedem.